quinta-feira, 11 de junho de 2009

Vida desleal

Acordo de um pesadelo chamado "vida" e tento andar
Olho em meus olhos através do espelho esquecido
O que vem a ser o espelho, o espelho tem alma ?
Será que até ele não percebe minha presença?
Todos os dias acordo tarde e sou a causa dos problemas
Todos os dias, levanto-me para um novo dia sem sentido
Um coração orgulhoso a bater, um novo amor a morrer
Estes passos são envão, esta respiração precisa parar
Então caminho como um robô e faço as mesmas coisas
Coisas erradas e com sentido, uma vida chata e entediante
Meus pés obedecem um comando, para ser o que preciso
É aí que me sinto cheia de angústia, a vida me magoou
Grito dentro da alma querendo chorar, implorar para viver
Não sei se continuo a fazer o que no futuro será importante
A decisão é difícil viver agora ou deixar para um futuro próximo?
Eu corto um mês ou dois a chance de ser alegre, eu corto minha vida
Quero sentido, quero amar, quero diversão, quero não ser interrompida
E estas mãos e estes ouvidos e olhos que apenas veem a loucura que é viver
Estes olhos são tristes, esta garganta é inútil, estes pés são robôs desnecessários
Então eu sento-me no chão e contemplo a chuva e o frio e espero a morte silenciosa.

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