Abro a ferida que tanto demorou terminar Esqueço as horas, choro baixinho e o mundo roda O mundo não liga para dor ou cansaço ele o mata Não sei se escondo ou apareço de todos os problemas Meu cansaço, meu subviver uma corda no pescoço Uma vida sem voz como um roô obedecendo comandos Esqueço de viver, esqueço de chorar, tento esquecer de amar Um amor que abre a ferida e aumenta ainda mais esta dor Há um lugar escuro e úmido onde poderei esconder-me Serei capaz de mostrar-me covarde a ponto de esconder? Irei a luta sem medo lutando qualquer ser ? Meu mundo resume-se a você, rasgarei meu coração em pedaços Com uma espada tento cortar meu coração, fraca sou, não consigo Entro em prantos ao jazigo do cemitério esperando a resposta do silêncio Enquanto as árvores cantam aquela canção do silêncio , eu choro Observo a dança das árvores e choro ainda mais, até elas tem um par Parece que o cemitério começa a ser meu lar, porque as árvores vem me abraçar É no cemitério que o corpo termina e entra em estado de putrefação Ele é como o verme que decompõe o cadáver, apenas mais um verme que mata o coração Apenas mais um moribundo serei eu, que tem o coração a se desfazer Há em algum lugar um ser que olha por mim, há em algum lugar a morte no jardim Sento-me em um túmulo e penso em toda minha vida e ser, até que ponto vai doer Um dia matarei este verme enorme que vem a ser a vida e o amor, os mandantes de morte Não quero ser robô, não quero ter meu amor em estado de putrefação, cansei desta vida mal vivida Este túmulo é tão frio e lá no fundo é tão escuro, não quero ver a realidade quero morrer aqui Deito-me neste túmulo tão acontechegante quanto o colo de uma mãe que não tem maldade Corto meu corpo, como fizeram em minha alma que não existe mais, vou deixar de sentir Vou deixar de sofrer, vou deixar de sorrir, vou deixar de chorar, vou parar de viver.
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