quinta-feira, 4 de junho de 2009

Suplício de vida

Alguém tem a fórmula para rápida morte? Uma vida péssima com o amargor do inferno Vomito estas palavras de uma poetisa amargurada Um vômito triste e sem rumo, inferno astral e carnal Se existe ainda alguma forma para ser feliz, Venha manifestar-se poderosa fada que vive nas paredes Ouça minha prece, ajude-me a chegar ao paraíso O paraíso está longe de meus olhos e meu corpo o caminho é longo Dado aos que vivem entre os restos de sorrisos Esta sou eu, vivendo entre os detritos de sentimentos Leve meu corpo ao mais alto dos degraus e faça-me viver Traga-o novamente ao inferno para que saiba sua importância Cuspa no rosto de quem o faz sofrer, Cuspa em seu próprio rosto Acabe com a angústia, compre uma faca e use-a A faca diz ao pulso que irá beijá-la até minha morte Há lágrimas escondidas entre os olhos, há lágrimas em sua alma Existe dentro de uma alma um baú chamado alegria dentro dele esconde algo Terei de esperar por toda vida para abrir o tal baú, terei de sair deste lugar Estou completamente perdida dar-te-ei minhas lágrimas como palavra de honra Quando meu corpo for por ti embalsamado, senhora que tanto controla-me Dar-te-ei minhas poesias e os versos que lhe escrevo a ti poderosa solidão Dar-te-ei tudo após a morte de meu corpo, pois a alma já se foi.

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