Suplício de vida

Alguém tem a fórmula para rápida morte?
Uma vida péssima com o amargor do inferno
Vomito estas palavras de uma poetisa amargurada
Um vômito triste e sem rumo, inferno astral e carnal
Se existe ainda alguma forma para ser feliz,
Venha manifestar-se poderosa fada que vive nas paredes
Ouça minha prece, ajude-me a chegar ao paraíso
O paraíso está longe de meus olhos e meu corpo o caminho é longo
Dado aos que vivem entre os restos de sorrisos
Esta sou eu, vivendo entre os detritos de sentimentos
Leve meu corpo ao mais alto dos degraus e faça-me viver
Traga-o novamente ao inferno para que saiba sua importância
Cuspa no rosto de quem o faz sofrer,
Cuspa em seu próprio rosto
Acabe com a angústia, compre uma faca e use-a
A faca diz ao pulso que irá beijá-la até minha morte
Há lágrimas escondidas entre os olhos, há lágrimas em sua alma
Existe dentro de uma alma um baú chamado alegria dentro dele esconde algo
Terei de esperar por toda vida para abrir o tal baú, terei de sair deste lugar
Estou completamente perdida dar-te-ei minhas lágrimas como palavra de honra
Quando meu corpo for por ti embalsamado, senhora que tanto controla-me
Dar-te-ei minhas poesias e os versos que lhe escrevo a ti poderosa solidão
Dar-te-ei tudo após a morte de meu corpo, pois a alma já se foi.
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