Seus olhos escorrem cachoeiras do enorme rio de sua alma
A dor é persistente e continuada como uma fonte inesgotável
Seu pudesse, cortaria todo meu corpo, assim a morte estaria próxima
Lágrimas ao túmulo perfeito que deveria enterrar seu corpo
O sono após a contemplação de estátuas de cemitério
Estátuas e almas, frias belas e cheias de mistério
O cemitério é um jazigo na qual aconchega a moça
Enquanto o inferno está lá fora, aqui dentro pode contar estrelas
Um barulho é ouvido, parece o coveiro algo assim
A moça continua deitada, contemplando as estrelas
O coveiro a acorda assim que o sol nasce
O coveiro parece assustado e a moça calma após a mágica noite
É impressionante como são lindas as estrelas olhando daqui
Adorava aquele lugar, o silêncio, a reflexão e glória de suas poesias
Todos os dias ouvia piadas infantis a respeito daquele costume
Todos os dias a mãe a chamava de louca e mesmo assim aquela noite continuava na alma.