Sem pulsos
Um pouco pálida estava a garota no chão do quarto
Moribunda, fria e sem pulsos?-perguntava a empregada
Quando será que o beijo da morte chegou?
Ninguém ouviu o cair daquele corpo
As roupas escuras, e o rosto depressivo estirados no chão
Assassinato premeditado, aqueles olhos estão fechados
Trazia consigo um sorriso congelado e intacto desde a infância
Aquela manhã enrolarada não trouxe boas notícias
"A garota está moribunda"-era tudo que diziam na cidade
A porta foi aberta, o corpo carregado, grito de desespero
Um triste fim sem qualquer sentido para um dia como aquele
Alguns comprimidos ainda restavam perto das mãos frias da moribunda
E assim morreu, sem deixar sinais ou justificativas
Foi-se sem despedir ou ganhar um abraço afetuoso
Fechou os olhos antes que pudessem dizer adeus,
Fechou os olhos sem pedir pra Deus.
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