sábado, 25 de julho de 2009

Como um livro de Goethe

Hoje preciso sentar e falar de toda minha angústia Esta dor que grita e berra em meu peito de tanta tristeza Como gostaria de jogar-me aos seus pés e vomitar todo meu amor entre meu pranto Mas não, o destino e a vida é mais cruel que um sonho leviano pintado a mão no inverno Eu preciso parar com esta antiga história de amar quem nem imagina que amo Minha vida ultimamente parece um livro de Goethe, cheio de amore impossíveis Ah Goethe, acorda-te de seu túmulo e venha iluminar a casa de meu coração com velas Minha alma parece tão sem luz e brilho, e meu amor, este parece mais um conto seu Minha Carlota tem um história mais complicada que deveria ser, venha escrever minha história Eu grito de tanta tristeza, até em sonhos ele me rejeita, ele nem percebe minha existência Werther de um novo tempo, mas agora mulher que se faz de forte e vai morrer de amor Eu tenho chorado tanto por saber que está nos braços de um outro alguém que não o ama tanto quanto eu o amo Preciso aprender a me amar e não sofrer e terminar como o pobre Werther, morto por um amor que nem ao menos lutou, algo sem sentido Tenho tentado respirar e viver sem você, mas confesso que está difícil as lágrimas caem sem parar Confesso que este amor está a me levar a loucura, um vício não faço nada sem pensar em você Tenho chorado baixinho, falado de você sem parar, pensado e sonhado com você, mas este amor quero queimar e no baú de lembranças guardar Hoje eu chorei baixinho por você e nem me abraçar você veio.

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